terça-feira, 22 de março de 2011

COMUNICADO


É com alguma tristeza que informo que este ano ao contrário do que estava previsto a Queirocar Competições não vai marcar presença em qualquer tipo de competição. Os compromissos profissionais que assumi para este ano não me permitem ter disponibilidade para a competição. A época passada apesar de curta serviu para aprendermos que os ralis necessitam de muita dedicação e tempo para uma boa preparação quer a nível da mecânica do automóvel como dos pilotos. Como nos próximos tempos não prevejo vir a ter disponibilidade optei por me desligar da competição por tempo indeterminado.

Quero em meu nome agradecer a todos aqueles que sempre me apoiaram e pedir desculpa por os ter defraudado nas expectativas que tinham a meu respeito.

É um momento especialmente triste para mim pois ser piloto de ralis era o meu sonho de infância e agora que finalmente o estava a realizar vejo-me obrigado a abdicar dele.

Tentei montar uma estrutura com algumas condições e para este ano previa apostar na minha evolução enquanto piloto, no entanto esqueci-me que para isso precisava de tempo, principalmente aos fins-de-semana e de momento esse tempo escasseia.

Fica no entanto a certeza de que a estrutura está montada e mantenho a esperança de um dia poder voltar a sonhar...


Marcos André Queirós


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

RALI VINHO DA MADEIRA 2010 - PARTE 2 (Última)



Publicamos hoje uma série de fotos que tiramos ao longo da nossa presença no Rali Vinho da Madeira 2010.

Do ponto de vista da aprendizagem este foi um rali enriquecedor para nós. Para além de visualizarmos e analisarmos os próprios pilotos ao longo da prova, uma vez que este é um rali sui géneris em asfalto, subidas, descidas e muitos ganchos, podemos observar de perto como as grandes equipas como a Skoda por exemplo, trabalham e se organizam ao nível de todo o seu staff.

Salientamos ainda, que estivemos presente nas instalações da equipa de Bernardo Sousa (Quinta do Lorde), onde observamos de perto a equipa de mecânicos a reparar e tentar perceber o porquê do carro se ter incendiado em prova durante do Rali Vinho da Madeira 2010.

Para nós, esta foi uma experiência enriquecedora, a qual nos poderá ajudar num futuro muito próximo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

RALI VINHO DA MADEIRA 2010 - PARTE 1

Entre os dias 5 e 7 de Agosto de 2010, tal como anunciamos aqui no blogue, a nossa equipa marcou presença na 51ª edição do Rali Vinho da Madeira. A nossa presença foi meramente como público, mas acima de tudo deu para visualizar e aprender muita coisa. Mais à frente, em futuras publicações daremos conta disso mesmo, bem como iremos disponibilizar uma série de fotos por nós tiradas.

Esta é sem dúvidas uma prova única a nível nacional, nomeadamente pelas características dos troços. Ficam agora aqui 3 vídeos de um dos troços a que assistimos, onde podemos visualizar os 3 pilotos da Skoda que dominaram este rali.

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quarta-feira, 30 de junho de 2010

ESTÁ CONFIRMADO


Vamos marcar presença em Agosto próximo no Rali Vinho da Madeira, rali este que decorrerá entre os dias 5 a 7 de Agosto.
O piloto Marcos Queirós e o R.P. Helder Antunes da equipa "Queirocar Competições", irão marcar presença nos próximos dias 6 e 7 de Agosto no mundialmente conhecido Rali Vinho da Madeira.
Esta presença não será em competição na respectiva prova por parte da nossa equipa, mas sim para ver os melhores pilotos de referência mundial em acção e simultaneamente aprender com as melhores equipas.
Este é um plano já por nós traçado a algum tempo, que é aprender com os melhores nas várias vertentes e mediante o orçamento disponível.
Ainda decorrem o período de inscrições para o Rali Vinho da Madeira (RVM) e as mesmas só fecharão a 19 de Julho, mas na lista de inscrições constam já nomes como:
PORTUGUESES:
VITOR PASCOAL/MÁRIO CASTRO -PEUGEOT 207 S2000

BRUNO MAGALHÃES/CARLOS MAGALHÃES - PEUGEOT 207 S2000

BRUNO FERNANDES/MAURO SOUSA - TOYOTA YARIS

JOÃO MAGALHÃES/JORGE PEREIRA - MITSUBISHI LANCER

EVO XJOSÉ SERRADO/RICARDO ABRE - FIAT STILO JTD MULTIJET

JOÃO SILVA/NN - RENAULT CLIO R3 MAXI

RUI PINTO/LUIS FARIA - MITSUBISHI LANCER

EVO IXRICARDO GONÇALVES/ORLANDO TEIXEIRA - TOYOTA YARIS

EMANUEL MARTINS/NN - CORSA B GSILUIS

SERRADO/MARCO SOUSA - PEUGEOT 206 S1600

ISABEL RAMOS/CARINA BARROS - RENAULT CLIO R3

ANA SOFIA CORREIA/SUSANA SOUSA - PEUGEOT 206 GTI

DUARTE RAMOS/LUÍS RAMOS - PEUGEOT 206 S1600

VITOR SÁ/NUNO RODRIGUES - PEUGEOT 207 S2000
ESTRANGEIROS:
RENAUD BRONKART/MARTINE VICTOR - NISSAN

MICRAKRIS MEEKE/PAUL NAGLE - PEUGEOT 207 S2000

DANIEL ROLIM OLIVEIRA/CARLOS DEL BARRIO - PEUGEOT 207 S2000

MARCO CAVIGIOLI/ENRICO CANTONI - FIAT PUNTO JTD

BURCU CETINKAYA/CICEK GUNEY - PEUGEOT 207 S2000

JAN KOPECKÝ/PETR STARÝ - SKODA FABIA S2000

HÄNNINEN JUHO/MARKKULA MIKKO - SKODA FABIA S2000

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A EQUIPA QUEIROCAR INICIA O FORD TROPHY CHALLENGE NO 2º LUGAR DO PÓDIO




Decorreu no passado dia 5 de Junho no Kartódromo de Viana a 1ª manga do Ford Trophy Challenge, uma competição de karting organizada pela Ford Lusitana reservada a todos os reparadores Ford.


A Queirocar marcou presença nesta prova com uma dupla de pilotos composta por pai e filho, Marcos Queirós e Marcos André Queirós.


A prova iniciou-se com a qualificação na qual a equipa conseguiu rubricar um tempo que lhe permitiu colocar o seu kart no 4º lugar para o arranque na grelha de partida.


O piloto Marcos Queirós (pai) iniciou a corrida mas cedo viu que a sua condição fisica não lhe permitiria lutar pelas posições cimeiras, pelo que optou por passar o testemunho decorridas poucas voltas do inicio da corrida. Assim o piloto Marcos Queirós (filho) iniciou a sua corrida com o intuito de recuperar o máximo de lugares possiveis, pelo que partiu ao ataque e efectuou várias ultrapassagens, recuperando até ao 3º lugar, posição onde viria a encontrar na sua frente Justino Reis piloto da Daro. A partir daí assistiu-se à luta pela 2ª possição, que foi de facto a luta mais interessante da corrida com os pilotos Justino Reis e Marcos Queirós a trocarem de posições diversas vezes e a cruzarem várias vezes a recta da meta lado a lado. Na última volta o piloto da Queirocar alcançou o 2º lugar, posição em que viria a terminar a corrida.


A prova foi ganha pela equipa da concessão Ford de Monção Irmãos Pereira.


Este 2º lugar permitiu à equipa Queirocar obter 15 pontos e ascender ao 2º lugar do Challenge.








sexta-feira, 4 de junho de 2010

ESTIVEMOS PRESENTES NO ROAD-SHOW DO RALY DE PORTUGAL NO PORTO

Como já vendo sendo um hábito da equipa, a "Queirocar Competições" marcou presença no passado dia 23 de Maio de 2010 no Road-Show do Rali de Portugal que se realizou na cidade do Porto, concretamente na Avenida dos Aliados.
Tratou-se de uma prova de perícias, onde estiveram presentes vários pilotos de referência mundial, tais como:
Armindo Araújo
Bernardo Sousa
Vítor Pacoal
Sébastien Loeb
Kimi Raikkonen
Mikko Hirvonen
entre outros...
A nossa equipa não podia deixar passar esta oportunidade de ver os melhores em acção, porque a ver-se os melhores também se aprende...
Ficam agora aqui alguns dos melhores vídeos que resumem a prova:



segunda-feira, 17 de maio de 2010

À CONVERSA COM TIAGO MOREIRA

QC - Tiago os ralis para ti são uma verdadeira paixão, não é verdade? Como surgiu este teu gosto pela modalidade?
TM - São mesmo uma enorme paixão. O gosto surgiu desde muito pequenino. Ainda me recordo de ver as bombas de Grupo B a passar na curva da Rampa Funda, em Tuías, Marco de Canaveses, onde resido actualmente. Devia ter uns 4 ou 5 anos.Com apenas 3 anos eu já me sentava no banco do condutor dos carros da familia e fazia umas "habilidades" como colocar o motor em funcionamento causando alguns sustos aos meus pais. Com 6 / 7 anos já manobrava máquinas de terraplanagens. Aos 8 anos tomei contacto, pela primeira vez, com um karting. Dei umas voltas no kartódromo do Cabo do Mundo em Matosinhos.
Como podes constatar, o bichinho já "nasceu" comigo.

QC - Foste um dos primeiros ou mesmo o primeiro piloto oficial da Queirocar Competições, como foi essa experiência? Que carro conduzias na altura?
TM - Bem. Fui mesmo o primeiro e como tal a tarefa revelou-se um pouco "pesada". Embora as pessoas que colaboraram comigo no projecto já tivessem um pouco de experiência na competição para mim era uma experiência nova. O carro utilizado e de que sou actual proprietário é um Renault 11 Turbo. O carro foi totalmente construído de raiz. Trata-se um carro com uma preparação relativamente básica e é uma boa base de evolução assim se reúnam as condições necessárias para esse efeito. Apenas participei em 4 ralis até hoje e apenas num logrei atingir o final num 10º lugar que soube a pouco, mas terminei, que era o objectivo principal. Nos outros ralis, um pouco por culpa da juventude do projecto, desisti por problemas mecânicos.

QC - Dizem que nestas coisas as pessoas estabelecem uma relação especial e quase humana com o carro, é verdade? Também sentes isso? Há alguma relação especial entre ti e o carro?
TM - Como o carro foi construído de raiz, a ligação homem-máquina torna-se mais profunda. A dedicação ao projecto é também maior, pelo que, a ligação acaba por ser mais forte. Se algo acontece ao carro é quase como se o sentíssemos na nossa própria pele.O objectivo entre homem-carro é sermos um só, pensar e agir como se apenas fossemos uma única peça talhada para cumprir determinado objectivo.

QC - Actualmente continuas integrado na estrutura da Queirocar Competições na parte da assistência. Que pormenores tens com o carro antes, durante e depois das provas?
TM - Antes de cada prova faz-se uma revisão geral ao carro. Todos os componentes do carro são verificados e todos aqueles que careçam de substituição são alvo de intervenção. Procede-se também ao acerto das melhores afinações como tipo de pneus, alinhamentos, alturas, etc., procurando sempre obter o melhor compromisso para cada tipo de prova. O carro deve apresentar-se à prova na sua melhor condição. No decorrer da prova vão-se verificando os diferentes componentes, ver como se comportam e se poderão falhar. Se algum componente falhar tenta-se encontrar o melhor compromisso na resolução desse problema de forma a permitir continuar na prova. Depois da prova repetem-se as operações que antecederam a mesma e reparam-se as falhas que possam ter ocorrido na prova.

QC - Quando o carro por este ou aquele motivo "falha" e compromete o desempenho da equipa numa prova, como reages?
TM - É frustrante. Toda a equipa, mecânicos, pilotos, etc., se empenha para que tudo corra bem. Infelizmente, não por vontade nossa, nem sempre esse objectivo é satisfeito.

QC - Queres falar-nos um pouco do carro e das suas características?
TM - O carro é um veículo de características desportivas, um Toyota Corolla Gti. É equipado por um motor de 1,6 litros que se encontra dentro dos parâmetros originais, de tracção anterior. A caixa está equipada com um autoblocante, que já é uma mais valia, pois permite um melhor controlo do carro e melhorar a tracção do mesmo em determinadas condições de piso. A nível de suspensões está equipado com amortecedores reguláveis em altura em ambos os eixos. A nível de travões mantém, também, as características originais. Possui também todos os elementos de segurança montados, tais como roll-bar, bakets, cintos de segurança, corta-corrente e extintores. No geral, o carro tem uma preparação muito básica, cumpre com os requisitos mínimos exigidos para poder participar neste tipo de provas.

QC - Como descreves a evolução da equipa Queirocar Competições? Há mais condições hoje?
TM - A equipa, além de ser composta por um director, pilotos, mecânicos e relações públicas dispõe também de elementos de apoio tais como:

-oficina de mecânica, chaparia e pintura
-carrinha oficina

-atrelado de transporte
Estas condições já me foram colocadas à disposição quando iniciei o meu projecto.
De momento, penso que estas condições preenchem os requisitos mínimos necessários para a participação em provas desportivas.
QC - Na tua opinião, que condições mínimas deve uma equipa como a Queirocar Competições ter para que a médio prazo possa aparecer nos lugares cimeiros das provas?
TM - Do meu ponto de vista as condições mínimas estão criadas. Poderão existir alguns detalhes a melhorar mas isso irá, certamente, acompanhar a evolução do projecto. A médio prazo, a carrinha oficina utilizada poderá revelar-se insuficiente para as necessidades do projecto mas tudo dependerá do rumo que este tomar.
QC - O que significa para ti fazer parte de um projecto como este da Queirocar Competições?
TM - Para mim é gratificante. Gosto do projecto e do trabalho em equipa, gosto do ambiente das provas, gosto de aprender e dar o meu contributo, sempre que possível. Custa estar do lado de fora do carro, gostava mais de estar lá dentro, mas já me sinto bem por estar por dentro deste projecto.
QC - Sendo tu uma pessoa com mais alguma experiência, que conselhos dás ao piloto Marcos Queirós e ao co-piloto "Vi"?
TM - Não existem fórmulas mágicas. São dois pilotos jovens com carências a nível de experiência em provas. Iniciaram um processo de aprendizagem e, com o tempo e mais participações em provas, a evolução far-se-á notar dando os seus frutos.
QC - Qual era na tua opinião o carro ideal para a equipa Queirocar Competições pensar "noutro tipo de voos"?
TM - De momento e por mais algumas provas penso que o carro actual serve inteiramente o propósito para atingir os objectivos a que esta equipa se propõe. Este projecto deverá evoluir a seu tempo, naturalmente, sem pressas. A pressa é inimiga da perfeição.
QC - Quais são as tuas referências no mundo dos ralis?
TM - As referências são várias. A nível de pilotos, os que mais me marcam são Colin Mcrae e Jean Ragnotti. São, para mim, verdadeiros ícones no mundo dos ralis.
A nível de marcas, sou apaixonado por todas, todas elas têm ou tiveram modelos que marcaram gerações.
Os carros que mais ambiciono poder guiar, pelo menos uma vez, são:
-Lancia Deltona
-Renault 5 Maxi Turbo
-Subaru Impreza 555
-Peugeot 306 Maxi-um WRC e um S2000 dos que rodam actualmente

QC - Quando pudemos voltar a vêr-te novamente ao volante nos ralis?
TM - Gostaria mais que ninguém que este período de paragem fosse o mais curto possível.
Em 2010 não deverei participar em qualquer prova. Gostaria de tornar possível a minha participação em 2011, nem que seja apenas esporadicamente.
Gostava muito de realizar uma época completa mas não tem sido nada fácil reunir as condições necessárias para tornar tal objectivo possível.
QC - O que pensas deste nosso blogue?
TM - Acho que é um excelente contributo para a divulgação deste projecto e que espero, seja para continuar.
QC - Algo mais que queiras acrescentar?
TM - Apenas quero dizer, para finalizar, que desejo o melhor para este projecto. Espero principalmente poder divertir-me, aprender, evoluir e contribuir para que tudo resulte o melhor possível.

domingo, 9 de maio de 2010

UM POUCO DE HISTÓRIA SOBRE O TOYOTA COROLLA

O nosso carro actual de competição é um Toyota Corolla Gti 1.6. É um Corolla da 6ª geração dos Corollas.
Hoje publicamos aqui um pouco de história acerca da evolução dos Corollas até à 6ª geração.
Toyota Corolla - 1ª Geração - Outubro de 1966

O Corolla foi lançado no Japão em Outubro de 1966. Eiji Toyoda, presidente da empresa, disse que trabalhou duro para criar este modelo e o seu principal concorrente foi o Datsun 1000, lançado alguns meses antes do Corolla.
A suspensão da frente era MacPherson Struts apoiado por um feixe de mola transversal abaixo do motor cross-membro, com folha molas ligado a um eixo sólido na traseira. O motor foi originalmente concebido para ser 1000 cc categoria fiscal, mas foi mudado mais tarde no processo de concepção para 1077 cc, a fim de vencer o Datsun 1000.
Toyota Corolla - 2ª Geração - 1970

A 2ª geração tinha tinha "coque-garrafa" styling. O desenho da suspensão dianteira foi muito melhorado, utilizando uma swaybar, porém a traseira permaneceu relativamente a mesmo. O Corolla tornou-se o segundo carro mais vendido no mundo naquele ano.
Toyota Corolla - 3ª Geração - 1974

A terceira geração Toyota Corolla (versão mundial - KE3x/KE5x), marcou o maior crescimento nos Estados Unidos, na sequência da crise dos combustíveis. Além do Sprinter, houve uma versão redesenhada de corpo construído pela Toyota afiliado Daihatsu, chamado de Daihatsu Charmant.
Esta geração, quando considerada como um todo, foi a que vivei mais tempo, possivelmente devido à recessão mundial da década de 1970. Uma grande variedade de carros foram construídos utilizando este chassi, incluindo Corollas, Sprinters, Daihatsu, e o desportivo Levin e Trueno modelos com o motor DOHC.
A "Toyoglide" 2/3-speed transmissão automática foi adicionado, assim como uma velocidade de quatro e cinco velocidades transmissão manual e a condução das rodas traseiras. A três portas "liftback" (E50) e desportivos Coupé (E51), foram acrescentados em 1976.
Toyota Corolla - 4ª Geração - 1979

A quarta geração foi lançada em 1979 no Japão e foi a última geração a ter toda a linha de rodas traseiras-drive. Embora a maior parte da quarta geração foi substituída em meados de 1984.
Esta geração (além do vagão) tem uma nova retaguarda Bobina Primavera cinco-link retaguarda com um Panhard rod e a distância entre eixos mais longo.
Em 1980, a produção diária atingiu o mais elevado número de todos os tempos até em então, com uma média de 2.346 unidades por dia.
Toyota Corolla - 5ª Geração - 1983

A quinta geração é geralmente considerado como o mais popular Corolla. 3,3 milhões de unidades foram produzidas.
Um motor DOHC 16 válvulas, designada 4A-GE, foi acrescentado em 1983 na parte traseira. Motorizções de 1,6 L (1587 cc) I4 e produziu um impressionante 124 cv (92 kW), transformando o Levin/Trueno (Japão), Corolla GT Coupé (Europa) e Corolla GT-S num carro desportivo muito popular.
Toyota Corolla - 6ª Geração - 1987

O GTI foi vendido em número limitado em certos países.
Foi apelidado de All-Trac em os E.U. A. e vendido com o nome Corolla Tercel ou em alguns países.
O modelo GTI teve um alto desempenho e são modelos alimentados por 4A-GE
Este modelo foi premiado com a Semperit Irlandês Carro do Ano, em 1988.
Na Europa, este modelo saiu com as seguintes motorizações para ser comercializado:
- 2E - 1.3 L (1295 cc), 12 válvulas SOHC, carb, 74 hp (55 kW)
- 4A-F - 1.6 L (1587 cc) I4, 16 válvulas DOHC, carb, 95 hp (71 kW)
- 4A-FE - 1.6 L (1587 cc) I4, 16 válvulas DOHC, FI, válvula ângulo estreito, 102 cv (76 kW)
- 4A-GE - 1.6 L (1587 cc) I4, 16 válvulas DOHC, FI, válvula grande ângulo, 115 cv (86 kW) GT-S
- 1C-III - 1.8 L (1839 cc) I4 diesel, ACHO, 67 cv (50 kW)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

À CONVERSA COM O CO-PILOTO "VI"


QC - Como surgiu o "Vi" co-piloto?
VI - A proposta para ser co-piloto do Marcos já surgiu há cerca de 1 ano e meio/2 anos, quando ele adquiriu o Toyota Corolla (actual carro da equipa) e a possibilidade de realizar alguns ralis começou a ter "pernas" para andar.
Sendo o convite feito por um amigo, e uma vez que também tenho um certa paixão por ralis e automobilismo, não poderia dizer que não a esta nova "aventura".
QC - Quais são os teus objectivos a curto, médio e longo prazo, na equipa Queirocar Competições?
VI - Sinceramente, acho que no ponto em que estamos (início de carreira), o mais importante é desfrutarmos da experiência e aproveitar para ganhar ritmo e "traquejo".
Penso que, para já, devemos pensar prova a prova, dar o nosso melhor e ganhar mais confiança entre as 3 partes (eu, o piloto e o carro). Esta é uma nova experiência para todos, por isso, não quero estar a traçar objectivos demasiado ambiciosos.
Com o tempo as coisas vão surgindo e se estivermos a fazer um bom trabalho, aí, penso que poderemos ambicionar algo mais.
QC - Explica-nos um pouco as tuas funções de co-piloto?
VI - O meu trabalho começa, por norma, na semana anterior ao rali, em que temos de fazer o reconhecimento e tirar as notas. Depois de estarem as notas "afinadas", tenho de passá-las para o caderno de notas de uma forma perceptível e prática, pois em prova não podem haver erros.
Depois desta fase, vem o rali propriamente dito, em que para além de ditar as notas, que é a parte mais "visível" do meu trabalho, tenho de controlar os horários (entrada e saída do parque de assistência, entrada nas especiais,etc.) e tento ser o ponto de equilíbrio do Marcos, ou seja, acalmá-lo ou "picá-lo" quando acho que é necessário.
Basicamente, tento fazer tudo para que o Marcos só se concentre na condução.
QC - Já tiveste algum susto com o Marcos Queirós ao volante? Queres descreve-lo?
VI - Felizmente, para já, ainda não.
QC - Tens alguma superstição que repitas em todas as provas que participas antes das mesmas iniciarem?
VI - Não.
QC - Quando estás numa prova, tens tempo de olhar para a estrada? Já te enganaste a dar alguma indicação ao piloto?
VI - Vou tendo algum...Tento sempre certificar-me que as notas não falham. Enganar não, mas já houve um ou dois momentos em que fiquei um bocadinho baralhado.
QC - Quando tudo está a correr bem e de repente o carro "falha", o que te apetece fazer nesse momento? E o Marcos Queirós como costuma reagir?
VI - Infelizmente, aconteceu-nos nos dois ralis. Eu tento sempre manter-me calmo, apesar da frustração. São situações susceptíveis de acontecer e temos de aprender a lidar com elas.
O Marcos também reage de uma forma controlada e compreensiva, embora demonstre mais a sua frustração. O pai dele é que tem sido a "vítima", pois é a primeira pessoa a quem ele liga (risos).
QC - Quais são as tuas referências como pilotos e co-pilotos no rali? Por alguma razão em especial?
VI - Não são propriamente referências, mas sim pilotos que eu admiro, Loeb,Colin McRae e Ragnotti. Todos eles com características diferentes, mas excelentes pilotos. A nível nacional, tenho acompanhado o Armindo Araújo e o Bruno Magalhães e penso que podem fazer óptimos resultados no PWRC e no IRC, respectivamente. A nível de co-pilotos, gostava de referir o Daniel Elena, pois ele é um dos grandes responsáveis pelos êxitos do Loeb e da Citroen. Referenciar co-pilotos não é tão fácil, pois ficam sempre na "sombra" do piloto e têm pouca visibilidade.

sábado, 17 de abril de 2010

À CONVERSA COM O PILOTO MARCOS QUEIRÓS


Queirocar Competições (QC) - Como surgiu a "Queirocar Competições" (QC)?
Marcos Queirós (MQ) - A Queirocar desde sempre esteve ligada ao desporto motorizado, por influência do próprio sócio-gerente Marcos Queirós que participava com frequência em provas de perícia e competiu em ralis nos anos 90, tendo ainda feito algumas participações esporádicas entre 1999 e 2001. No ano de 2007 surge verdadeiramente o projecto Queirocar Competições ligado aos ralis com o intuito de apoiar o piloto Tiago Moreira que se iniciou nesse ano na modalidade.
QC - Quais os objectivos da "QC" a curto, médio e longo prazo?
MC - A curto prazo pretendemos continuar a competir no Campeonato Regional de Ralis Douro com o objectivo de rodar o máximo possível de modo a obtermos ritmo de competição para a médio prazo estarmos presentes num campeonato a nível nacional muito provavelmente o Campeonato Open de Ralis. A longo prazo a pretendemos participar em competições internacionais pontualmente.
QC - O que podemos esperar da equipa "QC" na presente temporada?
MC - Podem esperar o máximo empenho e dedicação não só dos pilotos como de toda a equipa técnica.
QC - Quais são as principais dificuldades com que a "QC" se tem deparado?
MC - Quando se corre por gosto não existem dificuldades mas sim desafios, pelo que não gosto muito de falar em dificuldades. Contudo posso apenas queixar-me da dificuldade em arranjar tempo para testar devidamente com o carro, o que por certo evitava os problemas de fiabilidade com que nos temos deparado.
QC - Se tivesses que descrever o teu carro, como o descreverias?
MQ - Um companheiro de luta.
QC - Qual o teu piloto referência da actualidade?
MQ - Aprecio o estilo de condução de vários pilotos. Gosto do Latvalla pela sua condução rápida e agressiva mas também gosto do Loeb pela sua consistência e rapidez.
QC - Quais os teus objectivos como piloto?
MQ - Os meus objectivos como piloto passam por tentar fazer o máximo de provas possíveis de forma a divertir-me e a tirar prazer da condução.
QC - Tens alguma superstição que repitas em todas as provas que participas antes das mesmas iniciarem?
MQ - Para já ainda não tenho, mas tenho conhecimento que é muito frequente nos pilotos.
QC - Qual é a importância da tua colaboração com a do "Vi" para que uma prova possa correr bem? Como é a vossa preparação?
MQ - A importância da mútua colaboração começa logo nos treinos onde é essencial estarmos os dois em sintonia de forma a podermos recolher o máximo de dados possíveis sobre o percurso da prova.A nossa preparação passa apenas pelos habituais treinos antes de cada prova.
Mensagem Final de Marcos Queirós: Quero aproveitar a ocasião para agradecer a todos aqueles que tem acreditado neste projecto, em especial à minha família e a todos os elementos da equipa técnica que apesar dos poucos recursos que temos nos fazem sentir pilotos profissionais. A todos vocês o meu muito obrigado.